Organizações que atuam em ambientes altamente competitivos dinâmicos e ambíguos tendem a gerar necessidades de recontextualização constante dos universos
macroscópicos interpretados subjetivamente pelos atores, dentro da capacidade de interpretação cognitiva de cada indivíduo. Com isso, a organização sofre com a institucionalização de práticas internas, pois as forças conflitantes com os agentes tendem a colidir com os interesses de manutenção das instituições por parte do principal. Perrow (1967) afirma que, quanto mais complexa se torna a organização, mais previsível ela fica, tanto quanto suas operações mais ambíguas. As organizações precisam buscar outras formas de anular estas forças conflitantes. Uma destas formas é dar mais espaço para os agentes com capacidade para intervir na estrutura estabelecida.
Às iniciativas neste sentido damos o nome de intra-empreendedorismo, tema da próxima seção.
O intra-empreendedorismo surge, então, como caminho para a aplicação dos melhores talentos à capacidade da organização inovar e se renovar.
Estas atividades podem abranger produto, processo e inovações administrativas em vários níveis da empresa
O intra-empreendedorismo implica em ações originadas na organização para facilitar o processo de geração de ideias e permitir que as barreiras impostas por estruturas, regras e agentes sejam minimizadas usando a mesma base da satisfação no trabalho, porém objetivando a inovação como forma de atingir competitividade.
Contribui p/ inovação e constante modificação e solução de problemas.